Quase-erros

Para pensar um pouco, hoje eu li novamente um trecho do livro Dedique-se de coração, do Howard Schultz, o CEO do Starbucks. Abaixo está o trecho que me fez refletir:

A vida é uma série de “quase-erros”. Mas muito do que chamamos de sorte não é sorte alguma. É aproveitar o dia e aceitar a responsabilidade pelo futuro. É ver o que as outras pessoas não veem e perseguir aquela visão não se importando com quem o aconselha a não ir atrás dele.

No cotidiano, é tamanha a pressão tanto dos amigos quanto da família e de colegas de trabalho, insistindo que você se conforme, seguindo a sabedoria comum, que pode ser difícil não aceitar simplesmente o status quo e fazer o que esperam de você. Mas quando você realmente acredita – em você, em seu sonho -, tem que fazer tudo o que puder para conseguir e transformar sua visão em realidade.

A sorte sozinha não produz nenhuma grande realização.

Dedique-se de coração, Howard Schultz, p. 52

Gosto de como Schultz diz que a vida é uma série de quase-erros. Deve ser porque nós frequentemente chutamos a bola no gol e ela vai pra fora, bate na trave, o goleiro pega. Na hora, nossa mente só consegue pensar que aquilo foi um erro.

Obviamente não queremos errar. Sempre fomos ensinados que errar é demonstração de burrice, ou é como afirmar que a gente é incapaz de fazer algo. Somos frequentementes bombardeados com a ideia de que para ser inteligente, alguma coisa deve ser fácil para você.

Mas e se a gente encarasse essas coisas de uma outra perspectiva? E se os erros fossem quase-erros?

O batedor de pênalti que chuta a bola na trave sabe que, na próxima vez que for selecionado para chutar ao gol, ele deve calibrar o pé, tanto em força quanto em direção.

Consequentemente, ele vai ficar bom nisso – pelo menos essa é a tendência: quanto mais se treina, melhor fica. E um dia, quando ele for o batedor oficial do time, talvez da seleção do seu país, vão dizer que foi sorte.

Há uma frase interessante que diz o seguinte sobre a sorte: Sorte é o nome que vagabundo dá ao esforço que não faz.

Eu acredito muito nisso. Quando as pessoas vêem o resultado do seu esforço, elas tendem a negligenciar tudo o que você fez anteriormente e atribuir a um golpe de sorte tudo o que você está vivendo naquele momento.

Quem diz que é sorte, provavelmente não quer levantar no mesmo horário que você levanta, fazer os mesmos cursos que você fez, abdicar dos finais de semana como você abdicou, dormir tarde como você dormiu. Como Schultz disse, “É aproveitar o dia e aceitar a responsabilidade pelo futuro. É ver o que as outras pessoas não veem e perseguir aquela visão não se importando com quem o aconselha a não ir atrás dele.

E com essa coragem que você tem, as críticas surgirão, naturalmente. Quem nunca fez o que você fez vai querer opinar em algo que não diz respeito a ela.

Essas pessoas saberão o que é melhor pra você, mesmo que as suas vidas pessoais tenham um caráter duvidoso. Elas sabem as respostas para os teus problemas, e conseguem fazer todo o planejamento da tua vida – enquanto não conseguem planejar nem mesmo a sua própria vida.

Elas sabem qual o melhor emprego para você, a melhor casa para você comprar, e frequentemente vão desencorajar você quando quiser fazer algo diferente do comum para a sociedade, quando você quiser enfrentar o status quo. Nesse momento, seja educado, mas firme na sua resposta afirmando que você deseja seguir o caminho que você imagina ser o melhor.

Haverão pessoas bem intencionadas, é verdade. Mas nem sempre seus conselhos serão os melhores para você. Você é um indivíduo pensante, e precisa tomar as decisões por si mesmo.

Se você acredita em algo, vai lá e faz.

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